Prefeito de Torres fala sobre ações de seus primeiros dias de governo

Sábado, 14/01/2017

Por Guile Rocha

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O prefeito de Torres, Carlos Souza (PP), esteve acompanhando a segunda sessão da Câmara de Vereadores no ano, que ocorreu na segunda-feira (09 de janeiro). Ele aproveitou a oportunidade para utilizar a tribuna popular e falar sobre alguns pontos em relação aos seus primeiros dias de mandato a frente da prefeitura torrense.

Para os vereadores e o público presente, Carlos ressaltou que assumiu o cargo já tendo muitos desafios: veículos da prefeitura quebrados, a cidade com um número grande de vendedores irregulares no veraneio, problemas para alojar todos os artesãos da cidade, a polêmica questão do fechamento da Praia Itapeva. "Será um ano muito duro, de debates, poucos recursos e muitas dívidas. Sabemos a responsabilidade que assumimos. Minha preocupação é dar uma resposta para o povo de Torres, por isso estamos (Carlos e equipe de governo) fazendo um diagnóstico para entender os problemas e buscar soluções. Estarei a disposição para receber as críticas e sugestões".

 

Local para os artesãos e dificuldades com a fiscalização

 

A questão do local para abrigar os artesãos de Torres que não estão na Praça Pinheiro Machado (em frente ao Hotel Dunas Praia) já foi provisoriamente resolvida. Foi improvisada a instalação de alguns dos artesões que não tinham lugar para ficar no espaço onde havia um pergolado na praça Claudino Nunes Pereira (em frente aos quiosques da Praia Grande). Entretanto, a solução não parece a ideal para Carlos Souza. "Estes artesões não tem culpa, e já havia um decreto (assinado no final do ano passado) que dizia que eles poderiam ficar lá. Entretanto, se eu já fosse prefeito na época,  não teria assinado aquele decreto, pois penso que a questão de um local adequado para os artesãos tem que ser resolvida em definitivo. Para a próxima temporada esperamos ter algumas soluções".

Outro problema que Carlos Souza já assumiu com 'o bonde andando' foi a dificuldade em lidar com vendedores ilegais e acampamentos irregulares na cidade durante o veraneio. "Mas como cobrar da fiscalização quando há somente três fiscais para tudo?", indagou o prefeito. Para tentar resolver esta temática, já foi enviado para a Câmara um projeto de lei que, se aprovado, permitirá a contratação temporária de 10 fiscais para atuarem coibindo os vendedores ilegais (e os acampamentos irregulares) durante a alta temporada.

 

Fechamento da Itapeva para carros e situação das finanças

 

Na Câmara dos Vereadores, Carlos Souza também abordou a decisão judicial que decretou o fechamento da Praia de Itapeva para carros. O prefeito de Torres já se manifestou publicamente contra esta decisão - uma vez que o local é um ponto de turismo e lazer tradicional -  e voltou a defender sua posição frente aos veeadores. Apesar disso, reiterou que irá cumprir a sentença - determinada após ação civil pública da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O despacho obriga a prefeitura da cidade a colocar placas informando sobre a proibição de ingressos de veículos particulares na praia, bem como fiscalizar a entrada dos mesmos em nome da preservação ambiental daquele lugar. "A Fepam está irredutível quanto a necessidade do cumprimento da sentença, e temos até dia 15 de janeiro para fazer o que estão nos obrigando a fazer - sob pena de receber multa  de R$ 200 mil da Fepam  e outros R$10 mil por dia, além de sermos enquadrados em ação por crime ambiental. Talvez para a temporada seguinte já tenhamos plano de uso para aquele local", indicou o prefeito de Torres, que complementou: "Nós não somos contra a questão ambiental, queremos sim usar (a Itapeva) de forma regrada, fazer um balizamento com controle de veículos. A Itapeva é um ambiente lindo e maravilhoso que precisa ser cuidado, um local de turismo mas também de preservação".

Num importante tópico, quando falou sobre seus planos para melhorar a situação econômica de Torres, Carlos Souza voltou a dizer que aposta no trabalho de sua procuradoria, que se esforçará para buscar cerca de R$ 80 milhões em dívidas que o município tem para receber. "Estamos analisando a planta de valores para o calculo do IPTU (imposto sobre imóveis) para nos apontar um caminho justo para aumentar a arrecadação, equilibrando a base de cálculos. Faz mais de 10 anos que não se faz uma reavaliação de forma qualificada ", concluiu Carlos Souza.


Fonte: www.afolhatorres.com.br