MAIS SOBRE ANTIGOS SUBMARINOS EM TORRES

Terça, 18/10/2016

Por Roni Dalpiaz
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Simpatizantes do nazismo realmente moraram no morro da Itapeva?

Bem, pelo pouco que se sabe, parece que sim. A casa localizada na Itapeva, que falei em uma coluna anterior, pelo menos mostra um “esconderijo” ou “bunker” como um santuário nazista. Talvez escondessem algum rádio para comunicação entre as embarcações próximas a nossa costa.

A passagem de submarinos pela costa torrense é fato. A casa com o porão escondido, também é real. O que pode ser questionado é o “atracamento” destes submarinos e a suposta “base” no morro da Itapeva.

Os submarinos como o U-513 tinham motores a diesel que acabava e tinha de ser reposto. Isto reforça a ideia de que uma base em um lugar despovoado, como Torres e mais precisamente no morro da Itapeva, seria ideal para reabastecimento do diesel e de mantimentos.

O que teria acontecido com as famílias que nutriam simpatia pelo nazismo e que talvez tenham acolhido soldados nazistas? Pouco se sabe sobre elas. O que se sabe é que seus descendentes continuaram por lá até acontecer a desapropriação e a criação do Parque de Itapeva.

A partir daí, mesmo depois de desapropriadas, as casas continuaram sendo utilizadas pelos antigos moradores, que as usavam nos finais de semana e também no verão. Além disso, dizem que se beneficiavam da água e luz do parque.

“Segundo o Estado, o imóvel foi desapropriado e o antigo proprietário indenizado. No entanto, após seu falecimento, um dos filhos passou a utilizar o imóvel como residência de veraneio, impedindo a implantação integral do Parque Estadual de Itapeva”.

Sabe-se que esses Alemães tinham grande ascendência sobre os moradores do entorno do morro da Itapeva, pois muitos trabalhavam para eles. E esta subserviência foi conservada até depois da saída dos alemães, pois os antigos serviçais continuaram a servir e zelar pelas casas na ausência dos “proprietários”.

Logo após essa suposta saída, surgiram alguns trailers fixos (três ou mais) que supostamente pertenciam ou eram utilizados pelos descendentes dos alemães. Estes trailers permaneceram no parque por vários anos e dizem que seriam cuidados pelos antigos serviçais e seus descendentes.

Na cidade existiam, também, outros alemães como afirmou João Barcelos em uma coluna publicada em 2005. Ele escreveu sobre uma fábrica de bacalhau que pertencia a alemães, aqui em Torres.

“No final da década de 1930, início da 2ª guerra mundial, funcionava em Torres, a todo o vapor, um estabelecimento que “fabricava bacalhau” para exportar para a Alemanha, por sinal o dito estabelecimento era dirigido por pessoas de origem germânica. A atividade era tal que chegou a causar a falta de sal em toda a região, inclusive no hoje Arroio do Sal. Salinas apareceram em vários pontos de Torres, nos mesmos ares surgiram dirigíveis, em seus mares muitos submergíveis, sendo que um deles teria sido afundado pela FAB, no ano em que havia, com muitos aviões de procedência norte-americana, uma BASE Aérea nos arredores da cidade, no atual Parque do Balonismo, bem próximo de onde funcionava a tal de “salga”, ali na volta do Mampituba”.

Sobre esses “outros” alemães: não pesquisei nada além das informações acima, quem sabe em outra coluna eu aborde melhor este tema.

Fontes: História oral, através de entrevista, site http://www.sema.rs.gov.br/  e blog de João Barcelos

Fonte: www.afolhatorres.com.br