CONTRATAÇÃO DE TEMPORÁRIOS: no Rio Grande do Sul, para o Natal e no Litoral, para a temporada

Terça, 01/11/2016

O percentual de estabelecimentos do varejo que pretende contratar funcionários temporários no Rio Grande do Sul neste último bimestre do ano de 2016 será de 13,4%. Consolidando as contratações já efetuadas com as pretendidas, esses estabelecimentos que devem ampliar em 22,5% a sua força de trabalho com a admissão de temporários. Entre aqueles que pretendem reforçar o quadro de pessoal, 72,7% ainda não haviam iniciado as contratações até o final de agosto, enquanto 27,3% já tinham contratado pelo menos um funcionário. Os dados são da Pesquisa de Temporários 2016 realizada pela Fecomércio-RS com 384 empresários das maiores cidades do Estado, dentre elas Porto Alegre, Santa Maria, Caxias do Sul, Ijuí e Pelotas, que serve como sinal para a maioria das cidades tradicionais do estado.
O levantamento divulgado na semana passada indica que 49,7% dos estabelecimentos devem repetir o número de contratações de 2015 e que uma parcela de 9,7% das lojas aumentará a oferta de vagas, enquanto 35,0% deverão selecionar um número inferior de funcionários temporários (em volume menor ou muito menor).  Parte significativa dos empresários (85,2%) vão contratar temporários para atuar em atividades de vendas/comercial e a seleção em 78,1% dos casos será feita no próprio local de trabalho. As lojas líderes na contratação de temporários em 2016 serão as de vestuário (30,2%), de calçados (12,5%) e de acessórios/joias (10,4%).
Em 74,0% dos casos, o processo seletivo para preenchimento das vagas terá algum tipo de exigência, sendo a mais frequente o grau de instrução (36,2%), experiência (28,4%), idade (25,0%) e disponibilidade de horário (18,5%). A pesquisa também revelou que, entre as maiores dificuldades de contratação, estão a falta de qualificação dos candidatos (36,5%), a indisponibilidade de horários (24,0%) e a falta de ‘vontade de trabalhar’ (5,5%). Outro dado da pesquisa indica que cerca de 20% dos trabalhadores selecionados neste ano possuem chance de efetivação após o término do contrato temporário.

 

No litoral norte o movimento é o maior para contratos de temporada de verão


Praticamente na contramão do mercado de cidades tradicionais e grandes, como registra a pesquisa da Fecomércio, a região das cidades praianas, que possuem movimentos fortes no veraneio em relação aos outros meses do ano, as contratações temporárias iniciam mais tarde e se estendem até o mês de março. É que o comércio geralmente tem mais vendas também durante a estação de verão, entre dezembro e março, com algumas exceções em bairros, mas mantendo a regra geral.
Conforme informou para A FOLHA a gerente do SINE da cidade de Torres Dione Andréia dos Santos, os projetos de contratações em quantidade para o varejo acabam ficando similares aos das contratações dos estabelecimentos comerciais do trade do Turismo (hotéis, restaurantes, bares e etc.). Este movimento se inicia no final de novembro e as demissões acabam sendo feitas só em março, diferente das dos locais tradicionais, que demitem logo após o Natal, data que movimenta o varejo tradicional em todas as cidades.
É que Torres, Arroio do Sal, dentre outras cidades litorâneas multiplicam por até 10 vezes a população nos meses de janeiro e fevereiro, um fluxo muito mais importante que o aumento das vendas do Natal no comércio.
 Nestas cidades de movimento sazonais (como Torres e Arroio do Sal), existem lojas mais de bairros que aumentam fluxo de pessoas trabalhando somente no período de final de ano, como as lojas pesquisadas pela Fecomércio. Mas na maioria, a cidade de Torres e as litorâneas em geral contratam muito mais para o veraneio, atrasando um pouco as contratações para final de novembro, mas mantendo os postos de trabalho até março, no trade de turismo, mas incluindo o comércio.


Fonte: www.afolhatorres.com.br